Santiago dia 3: Cordilheira dos Andes, Valle Nevado e a malandragem chilena

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Esse foi, sem dúvida, o dia mais legal em Santiago. Por duas razões. A primeira é que, por ser minha segunda vez na cidade, eu já conhecia todos os lugares que visitamos, com exceção do templo Bah’ai. Porém,  na primeira visita não fui à Cordilheira e, além disso, eu antes só havia visto a neve de longe, nos Alpes Suíços.

Compramos um passeio com a empresa Turistik que, segundo o vendedor, sairia do Pátio Bellavista às 8:30h e nos deixaria de volta no  às 14:30h.

Uma van nos pegou com alguns minutos de atraso e nos levou ao shopping Parque Arauco, onde nos juntamos ao grupo que faria o passeio. No caminho, passamos por uma loja de aluguel de roupas próprias para a temperatura lá de cima.  Aluguei somente a calça e as botas porque já tinha luvas e um casaco muito potente.

A subida é bem extensa e a gente percebe a mudança na vegetação conforme a altitude aumenta.

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São várias paradas intermediárias em mirantes e pistas de esqui até chegarmos ao ponto principal, que é onde estão as pistas de esqui do Valle Nevado e o teleférico que leva ao ponto mais alto da montanha.

Foi exatamente aí que começou nossa insatisfação.  Antes de descermos do ônibus, o guia explicou que ficaríamos no local até as 16:00h. Ou seja, o passeio foi vendido como de meio dia mas, na verdade, era de dia inteiro. Se eu tivesse qualquer compromisso assumido para aquela tarde ou um vôo pra pegar à noite, teria problemas.

A segunda coisa que nos enfureceu foi que, segundo o guia, o único restaurante que havia no local só poderia ser alcançado por teleférico e esse, pra nossa surepresa, custava 31.000 pesos SOMENTE A VIAGEM, sem o almoço. Esse era praticamente o mesmo preço que havíamos pago por todo o passeio.  Se você quisesse comer no restaurante e escolhesse um lanche (não sei se a bebida estava incluída no que eles chamavam de fast food), sairia por 38.000 pesos. Mas se você quisesse fazer uma refeição, aí eram 47.000. Tudo isso por cada pessoa.  Ou seja, duas pessoas sairia por 94.000 pesos!!!

Fiquei muito revoltada. Não saí preparada pra passar o dia todo no passeio e muito menos pra gastar esse valor exorbitante e indecente num almoço. Pra vocês terem uma idéia, o casaco que eu estava usando pra enfrentar a neve e que não me deixou na mão em nenhum momento foi comprado em Santiago custou 20.000 pesos. A refeição que fizemos no Las Vacas Gordas, super farta e com cerveja, saiu por 12.000 pesos. Essa coisa do teleférico era tão mal intencionada que só foi informada no momento que chegamos ao Valle,  pra não ter escapatória.  O guia Maurício ainda frisou bastante que não nos aconselhava ficar na parte baixa, pois o espaço não tinha nada, era apenas estacionamento. A essa altura eu já estava tão puta que me decidi que passaria fome, se fosse necessário, mas não ia deixar ninguém levar meu dinheiro dessa forma. Poxa, sou carioca, como assim vou sair do Rio pra cair na malandragem de chileno?

Mas aí eu ouvi uma senhora dizendo pra outra pessoa que havia um caminhãozinho que levava as pessoas gratuitamente para a entrada da pista de esqui e que lá havia sim outro restaurante. 😎  Não contavam com a astúcia do meu ouvido de tuberculoso.

Esperamos o tal transporte e, quando chegamos ao nível de cima, descobrimos que havia não somente outro restaurante, mas também um mercado,  uma lanchonete e uma creperia. Diversas opções, todas elas com preços justos. Ficou evidente a má fé da empresa em nos induzir a gastar muito mais do que o necessário.

Almoçamos a -10°C, com uma vista maravilhosa da Cordilheira dos Andes. Fomos muito bem servidas por uma garçonete atenciosa que falava português. Nossa refeição, que incluiu uma sopa quentinha de entrada, fettucini e uma garrafa de vinho saiu pelo valor total de 47.000 pesos. Ou seja, 23.500 por pessoa.

Fui embora feliz da vida com aquela música do Nei Mato Grosso tocando na minha cabeça: “mas pra botar a mão na minha grana você tem que rebolar, rebolar, rebolar” 😂😂😂😂

 

 

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3 comentários sobre “Santiago dia 3: Cordilheira dos Andes, Valle Nevado e a malandragem chilena

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